01 fevereiro 2014

Obsolescência programada - o que é?



Obsolescência programada uma estratégia "secreta" dos fabricantes que estimula o consumo desenfreado, ou seja, as empresas programam a vida útil de seus produtos para que durem menos que a tecnologia permite, assim eles se tornam ultrapassados em pouco tempo, o que motiva o consumidor a comprar um novo modelo.
Os casos mais comuns ocorrem com: eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis.



Até a década de 20, as empresas desenhavam seus produtos para que durassem o máximo possível. Porém, a crise econômica de 1929 e a explosão do consumo em massa nos anos 50 mudaram a mentalidade e consagram essa tática


O primeiro caso de obsolescência programada

Foi registrado em 1920, quando fabricantes de lâmpadas da Europa e EUA decidiram, em comum acordo, que diminuiriam a durabilidade de seus produtos para 1000 horas - a durabilidade anterior era de 2500 horas - assim os consumidores eram forçados a comprar o triplo de lâmpadas.

Já existe uma lâmpada que pode durar 100 anos, ela foi criada por Benito Muros, um espanhol que é presidente SOP ( Sem Obsolescência Programada). Falarei dessa lâmpada em outro post.

Obsolescência programada x Apple


A gigante da "maça", Apple, a empresa mais valiosa do mundo, também é maior em relação a obsolescência programada.
Uma das produtoras de smartphones mais usadas no mundo todo, a Apple fabrica Tablets (Ipad) Mp3 players (Ipod) entre outros produtos.
Nos seus últimos lançamentos - 5c e 5s - a Apple fez com que seu iPhone 5, lançado 1 ano antes, fosse "discriminado" e ultrapassado e assim potencializou a ideia no consumidor de que a compra de um novo iPhone fosse necessária.
O iPhone 5 foi lançado em 12 de setembro de 2012 e o 5c e 5s forma lançados em 10 de setembro de 2013, apenas 1 ano depois de seu lançamento, o iPhone 5 já estava rotulado de "ultrapassado".
Apple processada
Em 2012  a Apple surpreendeu ao quebrar seu ciclo de uma geração por ano e lançar três iPads no mesmo ano: o iPad 3, o iPad 4 e o iPad mini. A empresa recebeu críticas e elogios por toda a blogosfera, mas a primeira ameaça surgiu agora: o Instituto Brasileiro de Direito de Informática acusa a maçã mordida de prática comercial abusiva na ocasião do lançamento do iPad 4 em terras brasileiras. A alegação é que o iPad 4 não trouxe evolução tecnológica efetiva, e a classificação de “obsolescência programada” é extremamente cara. De acordo com o Jornal do Comércio, caso a Apple perca, consumidores que adquiriram o tablet de terceira geração deverão ser indenizados pela empresa.

Impacto ambiental da obsolescência programada



A troca regular de produtos aumenta a produção de lixo. E o lixo eletrônico contém metais pesados que podem contaminar o ambiente. Tais resíduos, descartados em lixões, constituem-se num sério risco para o meio ambiente, pois possuem metais pesados altamente tóxicos, como mercúrio, cádmio, berílio e chumbo.
Os metais pesados são metais quimicamente altamente reativos e bio-acumuláveis  ou seja, os organismos não são capazes de eliminá-los. Em contato com o solo, estes produtos contaminam o lençol freático, e se queimados,liberam toxinas perigosas que poluem o ar.

Obsolescência percebida é quando o consumidor considera "velho" o produto porque novos modelos são lançados a toda hora. Você já notou que, no início de 2013, já era possível comprar um carro 2014? Isso desvaloriza o modelo anterior e estimula a troca, mesmo que seus veículo 2013 funcione muito bem.

Obsolescência funcional é quando a vida útil de determinado produto é abreviada de propósito. Um exemplo disso foi citado no documentário The Light Bulb Conspiracy, que traz um caso de um consumidor dos EUA cuja Impressora parou de funcionar e ao consertá-la, notou que o fabricante incluía um chip que causava a pane após certos números de impressões o que causava uma despesa maior para arruma-lá do que comprar uma nova.

Então, antes de você trocar de celular, carro ou qualquer outro produto, pense bem e veja se realmente vale a pena para você e para o meio ambiente.

Confira mais:

Fontes: Revista Mundo Estranho; http://www.webconsult.com.br/; Wikipédia; Blog Feitos para não durar.
As imagens utilizadas são frutos da pesquisa de imagens feita no site Google.

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